
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, encaminhou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um pedido para apurar recentes aumentos no preço dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal.
A preocupação surgiu porque os reajustes estariam acontecendo mesmo sem alteração nos preços praticados pela Petrobras nas distribuidoras. O alerta foi feito por entidades que representam postos de combustíveis, que afirmam que algumas distribuidoras teriam elevado os valores de venda.
Entre as entidades que fizeram a denúncia estão Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN, Minaspetro-MG e Sulpetro-RS. Segundo essas organizações, as distribuidoras estariam justificando a elevação com base no aumento do preço internacional do petróleo, influenciado pelo conflito iniciado em 28 de fevereiro de 2026 no Oriente Médio.
Mesmo assim, como a Petrobras não promoveu reajustes seguindo a Política de Paridade de Importação (PPI), a Senacon solicitou que o Cade avalie se há indícios de práticas que possam comprometer a concorrência no setor.
O órgão ressaltou que a solicitação não indica necessariamente irregularidades, mas faz parte do acompanhamento constante do mercado para garantir transparência e proteção aos consumidores.
De acordo com dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), atualmente os preços praticados pela Petrobras estão abaixo do mercado internacional:
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Diesel: cerca de 60% mais barato, com diferença média de R$ 1,94 por litro.
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Gasolina: aproximadamente 35% mais barata, cerca de R$ 0,88 abaixo do valor externo.
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