
Comum na cultura popular e protagonista de fábulas clássicas como a de Pinóquio, a mentira ganha contornos lúdicos nesta segunda-feira (1º). No Brasil, a data motiva a prática de trotes e brincadeiras entre círculos sociais e profissionais. Contudo, apesar da popularidade da “comemoração”, a origem do “Dia da Mentira” e a escolha do primeiro dia de abril permanecem desconhecidas pela maioria do público.
A gênese da celebração
Embora não exista um veredito histórico definitivo sobre a fundação da data, a hipótese mais difundida associa o período à transição do Calendário Juliano para o Gregoriano. Sob o sistema anterior, as festividades de Ano Novo coincidiam com a Páscoa; assim, aqueles que resistiram à adoção do 1º de janeiro como marco inicial foram ridicularizados e rotulados como “tolos de abril”. Tal herança reflete-se na nomenclatura anglófona da data, batizada de April Fools’ Day.
A tradição no cenário brasileiro
No contexto nacional, uma tese amplamente aceita atribui a fama da data a um periódico mineiro intitulado “A Mentira”. Em sua edição de 1º de abril de 1828, o veículo veiculou a falsa informação do falecimento de Dom Pedro I. A repercussão do episódio consolidou a tradição de pregar peças e disseminar boatos inofensivos nesta data específica no país.


