A Lua está encolhendo? Veja essa curiosidade científica.

Segundo os monitoramentos da NASA e de outros cientistas, sim: o satélite natural do nosso planeta está encolhendo gradualmente devido ao resfriamento do seu núcleo.

Foto: David Trood/Getty Images

Esse processo tem causado rugas e fissuras na sua superfície, resultando também em uma espécie de terremotos lunares, conhecidos como lunamotos, além de alguns deslizamentos.

Porém, não se espante: esse é um processo que ocorre há centenas de milhões de anos e continua acontecendo atualmente. As contrações da superfície do satélite são comparadas ao enrugamento de uma uva passa e geram falhas geológicas ativas, que também podem ser sísmicas, com registros de tremores de até magnitude 5, em valores equivalentes à escala Richter.

Esse fenômeno acontece por causa do resfriamento interno da Lua, que, assim como a Terra, possui um núcleo que vem esfriando desde a sua formação. Esse calor se dissipa lentamente, espalhando-se para o espaço. Com a diminuição do volume do núcleo, a camada externa da Lua se contrai para se ajustar ao novo tamanho, como uma uva passa que murcha conforme ocorre a redução da densidade interna da fruta.

Essa mudança pode ser observada pelos cientistas por meio do surgimento de fissuras e falhas, quando a superfície frágil desse satélite se quebra e se sobrepõe, criando espécies de rugas, além dos registros dos terremotos lunares, os lunamotos.
Essas evidências foram comprovadas por pesquisas e estudos da NASA, utilizando dados das missões Apollo e do Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO). Essas descobertas são cruciais para o planejamento de pousos, estruturas e possíveis bases humanas na Lua, como os locais previstos dentro do programa Artemis, pois ajudam a indicar a estabilidade geológica das regiões.
Apesar de ser considerada geologicamente pouco ativa, a Lua ainda apresenta processos internos que mostram que ela está longe de ser um corpo totalmente inerte. Ela possui atividades sísmicas, assim como a Terra, outros planetas, estrelas e até mesmo outros satélites naturais. Esses fenômenos são extremamente importantes para a ciência planetária.

Outras curiosidades lunares:

Após a missão indiana Chandrayaan-3, realizada em 2023, aumentou o interesse científico e a curiosidade a respeito do polo sul lunar. A própria NASA selecionou a região como um dos possíveis locais de pouso para futuras missões do programa Artemis, que marcam o retorno dos astronautas à Lua (que podem ser até mesmo este ano). A China também possui planos de desenvolver futuros habitats na região.
Ou seja, estamos presenciando o início de uma nova corrida espacial em direção à Lua, semelhante à ocorrida durante a Guerra Fria entre a União Soviética e os Estados Unidos, porém, desta vez, envolvendo diversas potências mundiais.
Mesmo com o grande interesse nessa região do satélite, essa área também pode ser propensa a fenômenos geológicos, representando potenciais desafios para futuros colonos humanos e equipamentos científicos. Ainda assim, não há motivo para alarme, mas sim para atenção, já que a Lua não é um local completamente isento de atividade geológica.

É sempre interessante perceber como a evolução da ciência é capaz de nos apresentar fatos que antes sequer imaginávamos, não é mesmo?
Gostaram da curiosidade? Até a próxima!

 

MATÉRIA: REDAÇÃO 93FM RÁDIO SHOW – JÚLLIA LARA

FONTE: CNN, USP, OGLOBO.

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