
Na tentativa de oferecer mais segurança e reorganizar o trânsito em Belo Horizonte, as faixas exclusivas para motos serão colocadas em prática na Via Expressa, que liga BH a Contagem. A instalação de corredores exclusivos para motocicletas é defendida por empresários da capital. Na avaliação da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/BH), a chamada Faixa Azul terá impacto direto na vida dos entregadores e na economia da metrópole.
Segundo a entidade, motociclistas e motofretistas têm papel estratégico no funcionamento do comércio e dos serviços, especialmente após a expansão das entregas rápidas nos últimos anos
A Câmara de Dirigentes Lojistas afirma atuar desde 2016 em prol da instalação das motofaixas em Belo Horizonte. Durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA 2026), a CDL/BH apresentou proposta que garantiu R$ 400 mil para viabilizar o projeto-piloto. Conforme a entidade, o recurso foi aprovado pela Câmara Municipal, sancionado pelo Executivo e está disponível – a PBH não deu detalhes sobre o uso do dinheiro.
Em março deste ano a CDL/BH enviou ofício à Senatran cobrando autorização para a implantação de motofaixas em Belo Horizonte.
No Brasil, as faixas exclusivas para motocicletas não estão previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A autorização provisória depende do aval da Senatran – o que ocorreu agora em Belo Horizonte. Cidades como São Paulo já adotaram o modelo.
Especialistas em tráfego reforçam que as análises devem ser criteriosas, levando em conta sempre as dimensões das vias. O consultor em transporte e trânsito, Osias Baptista, avalia que o mecanismo funciona bem na capital paulista justamente por isso.


