Sites de compras que funcionam como um jogo estão chamando a atenção. Essas plataformas permitem que os usuários simulem todo o processo de compra, desde escolher produtos até finalizar os pagamentos, sem realmente gastar dinheiro. A proposta é atrair aqueles que buscam a satisfação do ato de comprar sem as consequências financeiras e Na Coreia do Sul, essa prática alcançou outro patamar em produtos que nunca chegarão.
O fenômeno “dopamine shopping”, é a liberação de dopamina no cérebro durante atividades prazerosas ou antecipação delas. A dopamina está mais relacionada ao “querer” do que ao “gostar”, e participa tanto de comportamentos saudáveis, como praticar esportes, quanto de transtornos como dependência química e vício em jogos, explicou um especialista.
Ela ajuda o cérebro a definir quais comportamentos devem ser repetidos. Os “sites de dopamina” prometem replicar essa sensação ao oferecer uma loja virtual completa onde tudo é fictício: preços, promoções e checkout são parte do jogo.
No entanto, especialistas alertam sobre os riscos potenciais dessas plataformas para pessoas com tendências compulsivas em relação às compras. Embora possam parecer inofensivos ou até benéficos por evitar gastos impulsivos reais, há preocupações sobre reforçar comportamentos viciantes que podem levar a recaídas futuras.
Segundo especialistas, o método pode funcionar como uma ferramenta de autocontrole financeiro e contenção para quem não tem um diagnóstico de transtorno de compra compulsiva. Para quem sofre do transtorno, por outro lado, essa estratégia é preocupante e inadequada porque “o comportamento de compra não é definido pelo ato de pagar”, e sim pelo padrão de uso excessivo, pela alta reatividade a pistas visuais e pela preocupação constante com as compras.


