Dia Mundial do Coração: O risco de AVC, infartos e doenças renais

Nesta terça-feira (29) é celebrado o Dia Mundial do Coração. A data, criada pela Federação Mundial do Coração, busca chamar atenção para as doenças cardiovasculares, responsáveis por cerca de uma em cada três mortes no mundo. E uma das ameaças é a pressão alta, que mesmo com uso de anti-hipertensivos nas doses máximas com quatro ou mais medicamentos, o organismo tolera e a pressão não cede, se chama “hipertensão arterial resistente” (HAR). Esta condição eleva em 50% as chances de acidente vascular cerebral (AVC), infarto, insuficiência cardíaca e doença renal.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,4 bilhão no mundo. No Brasil, 29,7% dos adultos relataram diagnóstico médico de hipertensão em 2024.
Idade e obesidade estão entre os fatores que mais contribuem para a condição. Pessoas negras também têm maior tendência a ter hipertensão refratária ou resistentes e entre as causas secundárias mais comuns estão as vasculares, as hormonais e as renais.
O atraso no diagnóstico tem risco alto porque a hipertensão raramente avisa e sentir-se bem não significa que a pessoa não seja hipertensa.

Em casa, a medição correta evita resultados distorcidos:
Aparelho validado pelo Inmetro;
– Deixar o aparelho na altura do peito;
– Escolha um ambiente silencioso;
– Não tome cafeína antes;
– Durante a medição, não converse ou faça movimentos bruscos
“A mensagem para a população é simples: meça sua pressão regularmente, conheça seus números, procure orientação médica quando eles estiverem elevados e, se já estiver em tratamento, siga as recomendações e mantenha o acompanhamento. Mesmo sem sintomas, a hipertensão precisa ser levada a sério”, conclui a neurologista Sheila Martins.

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