
Um ex-pesquisador das gigantes da tecnologia OpenAI e Anthropic fez um grave alerta público: o avanço desenfreado rumo à superinteligência de Inteligência Artificial pode colocar a humanidade em risco até o fim desta década.
O britânico Jacob Coxon pediu demissão denunciando a falta de responsabilidade no setor. Segundo ele, executivos e desenvolvedores expressam forte receio em conversas privadas sobre a perda de controle das IAs, mas mantêm as pesquisas devido à concorrência e aos incentivos comerciais.
Segundo ele, as pessoas que estão trabalhando no desenvolvimento de inteligências artificiais acreditam que elas poderão acabar com a humanidade até 2030. “As pessoas que desenvolvem IA acreditam sinceramente que ela pode matar todos nós até o fim da década”, destacou.
“Nós realmente acreditamos, com toda a seriedade, que a IA poderia matar todos os humanos! Pessoalmente, estimo essa probabilidade em mais de 10% na próxima década”, destacou.
Outros pesquisadores da Anthropic confirmaram as preocupações. Lideranças internas admitiram que a indústria ainda não possui um plano definitivo para garantir a segurança de modelos que possam se aprimorar sozinhos, estimando riscos reais de cenários catastróficos.
Até o momento, nem a OpenAI (criadora do ChatGPT) nem a Anthropic (desenvolvedora do Claude) se pronunciaram oficialmente sobre as acusações.


