Drones identificam mais de 330 mil pontos com água parada e reforçam combate à dengue em Minas

Mais de 334 mil “pontos de interesse” com potencial para proliferação do mosquito Aedes aegypti foram identificados no segundo ciclo de monitoramento com drones feito pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). A tecnologia integra a política estadual VigiDrones, criada para auxiliar no combate à dengue, zika e chikungunya.
Os pontos identificados são locais com água parada ou com potencial de acúmulo, como caixas d’água destampadas, piscinas sem tratamento, quintais com materiais acumulados e recipientes expostos à chuva.
As informações levantadas pelos drones são compartilhadas com os municípios para direcionar as ações de combate ao mosquito. A tecnologia permite que as equipes municipais atuem de forma mais rápida e precisa, principalmente em imóveis fechados ou locais de difícil acesso.
Segundo a SES-MG, cerca de 497 mil hectares de áreas urbanas já foram mapeados, o equivalente a aproximadamente 696 mil campos de futebol. O trabalho abrange os 853 municípios mineiros e conta com investimento de cerca de R$ 30 milhões.

Além do monitoramento aéreo, a operação utiliza um segundo tipo de drone, menor, capaz de aplicar pastilhas de larvicida em pontos onde os agentes têm dificuldade de entrada, como caixas d’água em telhados e piscinas abandonadas.
Segundo o levantamento estadual, o descarte irregular de materiais segue como principal fator de risco para proliferação do mosquito. Entre os locais identificados estão lixo, sucatas, plásticos, entulhos, tonéis, barris, lajes com água acumulada, piscinas, caixas d’água e pneus.

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